Pular para o conteúdo principal

Levi Oliveira

Na tribuna, vereador Levi Oliveira defende vigilante afastado após caso na UFS

Na tribuna, vereador Levi Oliveira defende vigilante afastado após caso na UFS

Na sessão ordinária desta terça-feira, 24, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), o vereador Levi Oliveira (PP) utilizou a tribuna para defender a categoria dos vigilantes, destacando dois episódios recentes que evidenciaram a necessidade da discussão sobre a valorização e reconhecimento para esses profissionais.

O parlamentar iniciou seu pronunciamento citando o caso de um vigilante que flagrou um professor consumindo bebida alcoólica em uma sala de aula, na presença de estudantes, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde o docente lecionava. Ao ser advertido pelo profissional de segurança, o professor o confrontou, afirmando que estavam apenas se divertindo e que a sala de aula era de sua autoridade.

Após o episódio, o vigilante teria sido afastado do cargo. No entanto, diante da grande repercussão do caso, chegou a ser readmitido pouco tempo depois. A situação gerou debates sobre o respeito ao ambiente educacional, os limites de conduta dentro das instituições de ensino e a valorização da categoria dos vigilantes, uma vez que a decisão inicial de afastar o profissional após o ocorrido causou revolta.

“O vigilante, no uso de sua atribuição, foi repreendê-lo, fazendo o seu papel e seu serviço. E o que aconteceu com o vigilante? Foi chamado a atenção e foi demitido. Um professor, que era para dar o exemplo e ser um espelho para seus alunos, foi pego com bebida alcoólica na própria sala de aula. Lógico que com toda a repercussão, a própria empresa voltou atrás e ele foi chamado novamente para trabalhar. Mas fica aqui nossa indignação, pois acredito que estamos em uma inversão de valores. A pessoa que estava fazendo seu trabalho, fazendo o uso da lei, foi repreendido e hostilizado”, alegou.

O vereador ressaltou ainda que o trabalho da categoria deve ser mais reconhecido e respeitado, alegando que os vigilantes exercem uma função essencial para a garantia da ordem da segurança de instituições. “Parabéns ao vigilante pela força de fazer o seu papel e estar representando aquela farda. Tenho muito apreço e carinho por essa categoria e vou defender aqui a todo momento que for preciso”, garantiu.

Na sequência, Levi criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do veto à aposentadoria especial para a categoria. Por maioria, o STF entendeu que a atividade de vigilante não se enquadra como especial para que haja a concessão do benefício diferenciado, tema que vinha sendo debatido nos últimos anos. O Supremo determina que a aposentadoria especial deve estar fundamentada na comprovação de periculosidade ou na efetiva exposição a agentes prejudiciais à saúde. No entendimento dos ministros, nenhum desses critérios se aplicariam aos vigilantes.

“Agora, no dia 13 de fevereiro de 2026, por seis votos a quatro, vigilantes, armados ou não, não têm direito à aposentadoria especial pelo INSS. Eles que estão na ponta, nos defendendo dentro dos postos de saúde, de escolas e de outras instituições, fazendo a segurança e o seu serviço de proteção não só do patrimônio, mas também das pessoas. E foi vedada a aposentadoria especial para os mesmos”, repudiou, enfatizando a declaração do ministro Alexandre de Moraes sobre a atividade não se caracterizar como especial e não se poder afirmar que os riscos enfrentados são comparáveis aos das guardas municipais.

“A gente pode refletir: será mesmo que não tem uma periculosidade, não tem uma exposição ao risco? Os nossos amigos vigilantes na sua atribuição, dando o peito para poder defender em uma situação de perigo, portando arma de fogo. Isso não é um serviço de periculosidade? Eles não têm direito à aposentadoria especial? Essa é a nossa indignação no dia de hoje. Minha solidariedade a nossos amigos vigilantes, porque foi feito o Estatuto de Segurança Privada pelo senador Laércio Oliveira, com tudo definido para que possam ter uma qualidade maior no seu trabalho, e infelizmente o STF vota contra a categoria”, expressou o parlamentar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *